quinta-feira, 31 de maio de 2012

A cirurgia cardíaca infantil é muito diferente da cirurgia cardíaca de adulto. É muito importante que o atendimento seja feito em um Hospital com equipes especializadas no atendimento destes pacientes pois as necessidades de cuidados são maiores.

A cada 100 crianças nascidas, aproximadamente 1 acaba por precisar da atenção de um cardiologista pediátrico, embora não necessariamente de uma cirurgia no coração.

Algumas doenças podem se manifestar logo após o nascimento e precisar de uma cirurgia ou mesmo não ter sintomas quaisquer que dificultam o diagnóstico e tratamento.

As cardiopatias podem ser divididas em cianóticas e acianóticas, quando o fluxo pulmonar é insuficiente, a cardiopatia e dita cianótica, deixando a criança com cianose (roxa), são doenças como a tetralogia de fallot, transposição de grandes artérias, atresia pulmonar, anomalia de ebstein, truncus arteriosus, drenagem anomala total, etc. Já nas acianóticas, existe o hiperfluxo de sangue aos pulmões, e predominam os sintomas de insuficiência cardíaca (cansaço), as doenças são premeabilidade do canal arterial, comunicação inter-atrial, comunicação inter-ventricular, defeito de septo parcial e total.

Algumas doenças não se classificam perfeitamente nestas condições, como o anel vascular, cor triatriatum, coarctação de aorta, membran sub-aortica e estenose aortica, mas geralmente são classificadas como acianóticas.

São as doenças mais frequentes:

Anel vascular: ocorre quando um vaso realiza um laço em volta do esôfago ou traquéia, dando sintomas de compressão de vias aéreas ou digestivas, link para artigo de diverticulo de kommerel, o tratamento consiste na secção do vaso. A causa mais frequente é a origem anômala da artéria subclavia direita, mas neste caso, apenas é feita a cirurgia com a comprovação do estreitamento.

Permeabilidade do canal arterial: muito comum em prematuros, é o defieot extra-cardíaca mais comum. Representa a comunicação da aorta com a artéria pulmonar. Geralmente seu diagnóstico leva à cirurgia ou mais recentemente o fechamento por dispositivos percutâneos. Foi a primeira cirurgia cardíaca realizada, feita por Gross em 1936.

Coarctação da aorta: é o estreitamento da aorta após a saída do coração, pode precisar de cirurgia de emergência. As pessoas com esta condição apresentam hipertenão arterial e geralmente têm um diminuição da pulsão dos pés em comparação com as mãos.

Foramem oval patente: muito comum na população, geralmente não há indicação de tratamento, apenas em casos de derrames (acv) com origem embólica. Atualmente não há consenso na literatura sobre qual a conduta mais correta.

Comunicação inter-atrial: Consiste em uma falha na parede dos átrios, permitindo a passagem do sangue de um lado para outro, é a cardiopatia congênita mais comum do adulto, pois geralmente dá poucos sintomas atrasando seu diagnóstico. A cirurgia deve ser feita em idade pré-escolar e sua indicação depende dos sintomas e a repercussão da doença, determinado pelo ecocardograma.

Comunicação inter-ventricular: consiste na comunicação entre os dois ventrículos, o sangue passa do lado esquerdo para o direito pela diferença de pressão, se não tratado pode levar a hipertensão pulmonar. A maioria dos caso tem cura espontânea, é comum ouvir que determinada pessoa tinha sopro que sumiu após alguns anos. A cirurgia é indicada conforme a localização da lesão no coração ou sua repercussão determinada pelo ecocardiograma.

Defeito de septo parcial: consite na presença de uma falha na divisão dos átrios e uma abertura na válvula que fecha o ventrículo esquerdo (mitral), geralmente seu diagnóstico implica na indicação de cirurgia, na idade pré-escolar.

Defeito de septo total: é uma doenca complexa, que geralmente ocorre na Síndrome de Down, consiste na presença de uma falha entre os átrios e os ventrículos e a presença de uma válvula única entre eles, no lugar de duas. As crianças com Síndrome de Down com esta doença devem realizar a cirurgia antes dos seis meses de idade, pelo risco de hiperteñsão pulmonar.

Tetralogia de fallot: uma das cardiopatias cianóticas mais comuns, consiste no estreitamento da saída do ventrículo direito e uma abertura entre os ventrículos, desta maneira o sangue sem oxigenação passa para a circulação do corpo, deixando a criança cianótica (azulada). Em alguns casos a cirurgia tem que ser feita logo ao nascimento (blalock) ou mais tarde conforme a gravidade dos sintomas.

Transposição de grandes artérias: é a cardiopatia cianótica mais comum, seu diagnóstico implica em uma cirugia nos dias subsequentes ao nascimento. Consiste na troca da posição dos vasos que saem do coração e sua cirurgia promove a relocação na posição adequada (cirurgia de jatene). As crianças com este diagnostico precisam de atendimento em um centro especializado, com casos de uso de medicações especiais e de cateterismo.

Hipoplasia do coração esquerdo: é uma cardiopatia muito grave, necessita de tratamento logo após o nascimento em uma unidade especializada, com administração de medicações especiais. Consiste em um desenvolvimento inadequado de toda parte esquerda do coração, seu tratamento pode ser a cirurgia de norwood ou recentemente para casos mais graves um tratamento chamado de hibrico, com uso concomitante de cirurgia e stents.

Fisiologia de ventrículo único: nome genérico para várias situações onde apenas um ventrículo deverá manter toda a função cardíaca, podem ser usadas na hipoplasia de coração esquerdo, transposição com estenose pulmonar, dupla via de entrada de ventrículo esquerdo, defeito de septo desbalanceado, etc. As crinaças que têm esta situação devem sempre acompanhar com cardiologista especializado.

Algumas cirurgias apresentam o nome das pessoas que desenvolveram a técnica e são usadas até hoje.

Blalock-taussig: A história desta cirurgia pode ser vista no filme Quase Deuses, com Willian Hurt, é usada para tratar cardiopatias cianóticas, aumentando o fluxo de sangue para o pulmão por uma comunicação artificial entre a aorta e a artéria pulmonar, usando um tubinho. Éè considerada uma cirurgia paliativa, ou seja, pode precisar de outras para complementar o tratamento.

Glenn: Consiste na união da veia subclavia com a artéria pulmonar esquerda, para aumentar o fluxo de sangue para o pulmão, deve ser feita após os 2 meses de idade, é considerada uma cirurgia paliativa e geralmente é feita a cirurgia de Fontam alguns anos depois, criando a fisiologia de ventrículo único.

Fontan: ultima cirurgia feita para criação da fisiologia do ventrículo único, exclui o retorno do sangue dos membros do coração, direcionando para os pulmões. Seu desenvlvimento tambem é creditado ao grande cirurgião argentino dr. Kreutz, que fez residência no InCor em são Paulo, com o dr. Zerbini (link para artigo).

Norwood: desenvolvida para o tratamento da hipoplasia do coração esquerdo, é uma cirurgia complexa, onde é criada uma saída única do coração para a grande circulação e criado um desvio de sangue para os pulmões.

Jatene: criada pelo prof. Adib Jatene no Incor de São Paulo e é considerada uma das maiores contribuições do Brasil para a medicina. Consiste na troca de posição dos vasos do coração para o tratamento da transposição das grandes artérias e recolocação das artérias coronárias.

Filhos do coração, é um sonho que eu busquei a muito tempo.
Ele foi criando com a intenção de ajudar pessoas que tem,teve filhos com algum tipo de cardiopatia..
Tive um filho q nasceu com Tetralogia de Fallot.
Era muito difícil por queq eu não tinha muito conhecimento nem sabia onde encontrar algo que me ajuda , a entender mais sobre o tudo que eu estava passando.mas busquei entender tudo para saber como lidar com essa situação que eu passava.
Sei que como eu, tem muitas que passaram ou passa.
E tem vontade de entender tudo que acontece com nossos filhos amados.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

FILHOS DO CORAÇÃO



Quero apresentar  para vocês meu filho IAGO,  este garoto lindo que veio com uma grande missão aqui na terra,
ENSINAR O SENTIDO DO AMOR.
Antes de começar queria com partilhar com vocês uma mensagem q escrevi para ele.




                          COELHINHO VALENTE

Meu anjo,
Sei q está bem, ti imagino em um lindo jardim cheio de crianças. vocês correndo por entre as flores com um céu lindo e azul. Você foi o melhor sonho q eu tive.mas você partiu e me deixou aqui, sem nenhuma opção de escolha.tendo que aprender a viver sem você.
COMO SE FOSSE O COELINHO VALENTE QUE VOCÊ ME DISSE QUE QUERIA SER.
As vezes me sinto como se eu tivesse sonhando ,e q eu vou acordar e nada disso é verdade.vou acordar e ver você aqui . q tudo foi um pesadelo, e q você ñ se foi.
Hoje faz 4 anos que tudo aconteceu. Mas um ano se passou, e eu estou tentando aprender a viver sem sua alegria , sem sua presença, sem seu amor. Vejo o João Vitor crescer e imagino como vocês seriam grandes amigos.
Como ele gostaria de esta perto de você.o seu melhor amigo como nós falávamos.Sempre falo para ele que você é a estrela mais brilhante q está no céu, brilhando e cuidando da gente.
Hoje Deus deu para nós mais duas princesinhas Isabella, e Camila. As irmãzinhas q você me mandou parar me ajudar a continuar esse caminho.
Nossa família é linda, e ela cresceu, mas ainda tem o espaço vago o seu.
Estou tentando aceitar IAGO, porque tenho seus irmãozinhos para mim cuidar...
Mas a dor continua...
Acho que diminuiu. Ou eu aprendi a viver com ela, choro menos.
Estou tentando ser forte e acho que estou conseguindo. Mas hoje não deu pra segurar, sinto um aperto no peito q dói , saudade, lembranças,imagens é isso q ficou. O me consola é que eu creio em um reencontro.espero esse momento, poder reunir nossa família de novo. Assim como dizia aquela musica que você cantou para mim na festa da família :
Viver unidos cada dia faz tão bem, nas horas mais triste com o mesmo olhar,De braços abertos mesmo em momentos tão difíceis como foi o nosso.
Continue na paz meu amado.
Sua mamãe q sempre vai ti amar...
16/12/2008


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Filhos do coração, é um sonho q eu busquei a muito tempo.
Ele foi criando com a intenção de ajudar pessoas que tem,teve filhos com algum tipo de cardiopatia..
Tive um filho q nasceu com Tetralogia de Fallot.
Era muito difícil pq eu ñ tinha muito conhecimento nem sabia onde encontrar algo q me ajuda , a entender mais sobre o tudo que eu estava passando.mas busquei entender tudo para saber como lidar com essa situação q eu passava.
Sei q como eu, tem muitas q passaram ou passa.
E tem vontade de entende .tudo q acontece com nossos filhos amados.

Hipoplasia do Coração Esquerdo


Nesta condição, por razões desconhecidas, o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente enquanto o bebê está no útero da mãe. As partes do coração que são normalmente afetadas são a válvula mitral, o ventrículo esquerdo, a válvula aórtica e a aorta. No coração normal, o sangue rico em oxigênio (vermelho) que vem dos pulmões, flui até a câmara superior esquerda do coração, chamada de átrio esquerdo, passa pela válvula mitral para o ventrículo esquerdo, onde é bombeado pela válvula aórtica e assim para o corpo todo. Em bebês com SHCE, o lado esquerdo do coração é subdesenvolvido e não pode bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo.

Sem tratamento, 95% dos bebês com SHCE morre no primeiro mês de vida. Tratamento significa três cirurgias cardíacas durante os primeiros dois anos de vida ou um transplante cardíaco. Devido aos grandes avanços na cirurgia e na medicina, muitas crianças que nascem com SHCE agora estão tendo bons resultados. No entanto, estes tratamentos envolvem muitas experiências estressantes e riscos. Os tratamentos não são uma "cura" e as crianças precisarão de atendimento médico especializado pelo resto de suas vidas.



fonte: http://www.pequenoscoracoes.com/

Hipoplasia do Coração Esquerdo (HVE)


O que é a Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo?


A Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), ou Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo é um problema grave que envolve várias partes do lado esquerdo do coração.

É bastante rara e ocorre em cerca de 1 a cada cinco mil bebês nascidos vivos. A síndrome compreende 8% de todos os casos de cardiopatias congênitas. É um dos três defeitos mais comuns que causam problemas em recém-nascidos. Nos Estados Unidos, cerca de 1000 bebês com SHCE nascem todos os anos. Dois terços dos bebês afetados são meninos. A maioria dos bebês com SHCE são saudáveis em outros aspectos, mas alguns têm outros problemas de saúde que incluem outros problemas cardíacos, problemas neurológicos e síndrome de Turner.
A Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), ou Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo é um problema grave que envolve várias partes do lado esquerdo do coração.

É bastante rara e ocorre em cerca de 1 a cada cinco mil bebês nascidos vivos. A síndrome compreende 8% de todos os casos de cardiopatias congênitas. É um dos três defeitos mais comuns que causam problemas em recém-nascidos. Nos Estados Unidos, cerca de 1000 bebês com SHCE nascem todos os anos. Dois terços dos bebês afetados são meninos. A maioria dos bebês com SHCE são saudáveis em outros aspectos, mas alguns têm outros problemas de saúde que incluem outros problemas cardíacos, problemas neurológicos e síndrome de Turner.
A Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), ou Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo é um problema grave que envolve várias partes do lado esquerdo do coração.

É bastante rara e ocorre em cerca de 1 a cada cinco mil bebês nascidos vivos. A síndrome compreende 8% de todos os casos de cardiopatias congênitas. É um dos três defeitos mais comuns que causam problemas em recém-nascidos. Nos Estados Unidos, cerca de 1000 bebês com SHCE nascem todos os anos. Dois terços dos bebês afetados são meninos. A maioria dos bebês com SHCE são saudáveis em outros aspectos, mas alguns têm outros problemas de saúde que incluem outros problemas cardíacos, problemas neurológicos e síndrome de Turner.

Tratamento do bebê





O tratamento da SHCE significa uma correção cirúrgica de três etapas ou um transplante cardíaco.

Correção cirúrgica de três etapas para a SHCE.
A correção cirúrgica da SHCE consiste em uma série de três cirurgias cardíacas feitas durante os dois primeiros anos de vida. O objetivo destas operações é reconstruir o coração de forma que o lado direito possa ser usado para bombear sangue para o corpo. A primeira operação é feita durante a primeira semana de vida, a segunda é feita entre quatro e seis meses de vida e a última é realizada por volta dos dois anos de idade.

As três etapas cirúrgicas


Cirurgia de Norwood – Esta cirurgia, que redireciona o fluxo sangüíneo para evitar os problemas do lado esquerdo do coração, é realizada logo após o nascimento. A cirurgia faz com que o ventrículo direito — o ventrículo sem defeito — seja o principal ventrículo, capaz de bombear sangue tanto para os pulmões quanto para o corpo. A principal artéria pulmonar e a aorta são conectadas cirurgicamente com um shunt (tubo), conectando um ramo da aorta à artéria pulmonar para fornecer sangue para os pulmões. O sangue oxigenado é fornecido para o corpo por meio de outros ramos da aorta.

Cirurgia de Glenn Bi-direcional – Esta operação é normalmente realizada entre quatro e seis meses após o procedimento de Norwood, quando os pulmões estão mais maduros e não precisam da força ventricular para enviar sangue para os pulmões. Durante esta operação, o shunt (tubo) para as artérias pulmonares é parcialmente fechado e uma nova conexão é feita entre a veia cava superior a artéria pulmonar. Este nova conexão desvia metade do sangue pobre em oxigênio diretamente para os pulmões sem precisar passar pelo ventrículo.

Cirurgia de Fontan – Esta operação geralmente é realizada entre 18 a 36 meses de idade, momento em que os pulmões terão amadurecido ainda mais e os vasos dos pulmões poderão acomodar todo o sangue pobre em oxigênio vindo da parte inferior do corpo. Esta operação conecta a veia cava inferior — o maior vaso sangüíneo que transporta sangue pobre em oxigênio da parte inferior do corpo de volta para o coração — à artéria pulmonar. Isso é feito com a criação de um canal dentro ou até mesmo fora do coração para direcionar o sangue para a artéria pulmonar. Após esta operação, o sangue flui de forma passiva pelos pulmões e o único ventrículo bombeia exclusivamente sangue oxigenado para o corpo.

Transplante cardíaco para a Síndrome de Hipoplasia de Coração Esquerdo.
O transplante cardíaco é uma opção de tratamento para a Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo e permanece como opção mesmo após a correção cirúrgica em etapas. Um transplante cardíaco significa que o coração de uma criança que faleceu será removido e usado para substituir o coração com defeito em alguém com um problema cardíaco muito grave. O primeiro transplante cardíaco foi feito em um adulto em 1967. Embora os primeiros resultados fossem animadores, a maioria das pessoas morria um ou dois anos após o transplante porque o sistema imunológico rejeitava o novo coração. No início dos anos 80, um novo medicamento anti-rejeição chamado ciclosporina tornou-se disponível e provou ser muito eficaz na prevenção da rejeição de corações transplantados, bem como de outros órgãos transplantados.
O transplante cardíaco oferece vantagens e desvantagens no tratamento de crianças com SHCE. Diferentemente de crianças que se submetem a abordagem de reconstrução em três etapas, as crianças que se submetem ao transplante precisam de uma operação no início da infância que resulta em um "coração normal", ou seja, um coração com quatro câmaras que bombeia normalmente.
Entre as desvantagens do transplante cardíaco está a falta de disponibilidade de corações doados de um tamanho adequado para as crianças. Devido ao número de crianças aguardando um transplante cardíaco e à falta de disponibilidade, cerca a maioria das crianças morrem aguardando um transplante. Estão entre outras considerações os efeitos colaterais pela necessidade de se usar medicamentos anti-rejeição durante toda a vida, prossblemas de crescimento e aparecimento precoce de doença nas coronárias. Além disso, a rejeição de baixo-grau é quase inevitável, de forma que o "ciclo de vida" de um coração transplantado é de cerca de dez anos.

Qual é o prognóstico para as crianças com SHCE?
As perspectivas para crianças com SHCE melhoraram muito. Uma doença que era praticamente fatal (com 95% de mortalidade no primeiro mês de vida) a sobrevivência entre 3 e 5 anos de vida agora é de cerca de 60%. A maioria das crianças tem uma boa qualidade de vida sem problemas significativos de desenvolvimento. Embora a perspectiva tenha melhorado, a tomada de decisão sobre o tratamento é difícil em razão do potencial de sofrimento e angústia associado às diversas cirurgias e aos altos custos com medicamentos. A expectativa é de que a maioria das crianças irá chegar à vida adulta em boa saúde. Algumas crianças precisarão de outros procedimentos cirúrgicos, como a colocação de marca-passo para problemas no ritmo cardíaco. Algumas crianças poderão precisar de um transplante cardíaco em algum momento no futuro. As crianças têm restrições quanto à prática de esportes competitivos e quanto a atividades físicas que possam causar danos, mas podem, no entanto fazer todas as coisas que as crianças gostam de fazer. De modo geral, espera-se que estas crianças tenham uma boa qualidade de vida: tenham amigos, brinquem e freqüentem a escola como as demais crianças.